quinta-feira, 23 de agosto de 2007

YouTube lança estratégia de publicidade

Animação ficará colocada na parte inferior da tela do player.A propaganda desaparece em 10 segundos, se o usuário não clicar nela.
O YouTube lança nesta semana sua estratégia de publicidade para vídeos. Em lugar de acrescentar um comercial no começo de cada clipe, o site usará uma animação sobreposta na parte inferior da tela do player de vídeo.

A sobreposição fica exposta por um breve período depois do início do clipe, e convida o usuário a clicar para assistir a um comercial ou trailer em uma nova tela. Caso o usuário não clique sobre o anúncio, ele desaparece em 10 segundos. “A filosofia no YouTube é parte essencial do que fazemos no Google em geral, ou seja, todos os anúncios que servimos precisam oferecer valor ao usuário final”, disse Eileen Naughton, diretora de plataformas de mídia do Google. A iniciativa é uma das estratégias essenciais de seu controlador, o Google, que quer capturar porção ainda maior das verbas publicitárias dedicadas à web. “Nossos parceiros publicitários estão ávidos por usar o YouTube como plataforma de marketing” afirmou a executiva, acrescentando que o novo formato InVideo já conta com 50 anunciantes para o lançamento esta semana.

O Google vem agindo com cautela desde que adquiriu o YouTube por US$ 1,65 bilhão, em novembro passado, interessado em ganhar dinheiro com o uso florescente dos vídeos na internet. A cautela é parte de estratégia para evitar o surgimento entre os internautas de rejeição da publicidade invasiva.

A sobreposição é uma estratégia que já é usada pelas grandes redes de televisão norte-americanas para promover filmes ou programas novos. Mas os limites da mídia eletrônica tradicional não permitem que os telespectadores interajam com esses anúncios como o YouTube permite.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Empresas monitoram redes de relacionamento on-line para melhorar produtos e se aproximar do consumidor


Com o constante aumento de adeptos à rede mundial de computadores no Brasil e no mundo, marcas fortes no mercado procuram as novidades na Internet como forma de estudar o comportamento dos seus consumidores. Comunidades virtuais, fóruns sociais e blogs são os novos meios de comunicação entre empresa e cliente. Mas nem sempre esta comunicação gera bons resultados para as marcas.
Por isso, empresas como O Boticário mapeiam o que as pessoas estão falando sobre a sua marca, seus produtos e serviços em comunidades e fóruns. É o que os especialistas chamam de monitoramento de Buzz Marketing. Desta forma parece mais fácil entender o perfil do consumidor, que no universo virtual apresenta atitudes e hábitos cada vez mais diversificados.
Na Dialeto.net, empresa de soluções para Internet, foi criado o “Personas Digitais” onde é possível traçar o “eco-sistema” do internauta, ou seja, onde ele vive no mundo on-line. Com este recurso, a empresa busca fontes como blogs, fóruns, comunidades, entre outros. Após o eco-sistema ser definido e mapeado, é hora de trazer informações ou comentários sobre a marca ou produto. Estas informações são capturadas através de um dicionário on-line, serão classificadas através de uma ferramenta e podem ser comentadas por funcionários da empresa que contrata os serviços da agência. “A interatividade depende do cliente ou do produto e é feita através de pessoas que podem ou não se identificar como empresa”, diz Renato Abdo (foto), presidente da Dialeto.net, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Boca-a-boca pode gerar fracasso Com a descoberta do poder de propagar dos sites de relacionamento e dos blogs na Internet, empresas se preocupam com a possibilidade de ver suas marcas aparecerem de forma negativa em comunidades e fóruns de reclamações, o que gera um arranhão considerável para uma companhia. Para Abdo, o que vai determinar o sucesso ou fracasso é a estratégia adotada, o conceito usado e até a equipe da empresa destaca para mapear o buzz marketing.
Há, contudo, de se precaver contra campanhas que utilizam este tipo de ferramenta. O Diretor de negócios da E-life, Alessandro Barbosa Lima (foto), diz que o consumidor está vacinado contra o boca-a-boca forjado positivamente para uma marca e afirma que o Buzz Marketing faz com que o consumidor conheça e tenha acesso ao produto ou serviço. A partir daí, se o cliente gostou ou não, foge ao controle da empresa. “Investir em Buzz é um processo sem controle, podendo gerar repercussão positiva, negativa ou nenhuma”, afirma o especialista no assunto.
Por isso é preciso monitorar se existem comentários positivos ou negativos na internet. Em caso de negativo, este comentário tem o poder de machucar uma campanha, devido ao potencial de se espalhar rapidamente na rede. “As pessoas estão usando a Internet como pesquisa antes de comprar um produto. É mais fácil acreditar em outro consumidor do que em uma campanha”, aponta Abdo, da Dialeto.net.
No mundo on-line é muito comum encontrarmos comentários, textos e sites que revelam as fragilidades de empresas, marcas, companhias ou que divulgam um serviço prestado de forma insatisfatória. O que poucos sabem é que esta liberdade de expressão virtual é a matéria-prima para novas ações de marketing.
Ouvindo o consumidorCoordenadora da central de relacionamento com o cliente do Boticário, Ana Júlia diz que tudo o que os consumidores reclamam ou desejam vira uma ação estratégica e conta que a empresa investe em produtos baseado em observações e críticas feitas pelos consumidores também no ambiente virtual. “Temos uma comunidade no Orkut do produto Malbec e trabalhamos em cima dela para divulgar um concurso cultural e a melhoria de produtos”, explica.
O Diretor da E-life, Alessandro Lima, acha que há informações mais interessantes nos blogs e comunidades do que em uma sala de imprensa que obtém a informação oficial. Lima concorda que os comentários podem gerar campanhas, e cita como exemplo o Youtube. “Hoje os consumidores já podem fazer o vídeo-clipe de suas bandas favoritas”, conta.
Buscar na rede virtual tudo o que for publicado sobre uma marca parece um trabalho difícil e demorado. Para evitar o desperdício de tempo nestas buscas, algumas empresas adotam uma ferramenta ou desenvolvem a própria. Na Dialeto.net existe a varredura em busca de comentários positivos e negativos que são classificados e também a abertura de comentários em uma única tela. “Trabalhamos com o fator humano para varrer melhor em sites que não dão acesso às ferramentas”, revela Abdo.
No Boticário, a ferramenta usada é justamente a E-Life e o monitoramento de Buzz. A empresa atua de acordo com a urgência, pois nem todos os comentários ou críticas são passíveis de resposta. “Pegamos o perfil e abordamos por e-mail ou telefone dizendo que monitoramos e gostaríamos de esclarecer o que foi publicado na Internet pelo consumidor”, revela Ana, que também usa o sistema de CRM para ajudar neste trabalho.
Bloqueios dificultam comunicação com públicoMas nem sempre é fácil para a empresa monitorar o que estão falando dela pela Internet. “Hoje o gerente de marketing tem acesso bloqueado a sites como orkut, blogs, entre outros. Antes de contratar (sistemas de monitoramento), as empresas devem desbloquear estes sites, pelo menos para o setor de comunicação e marketing”, garante Alessandro Lima. O Diretor da E-life sabe que para entender o seu consumidor é preciso ter acesso aos milhões de comentários sobre o seu produto ou serviço.
Integrante do Comitê de Relacionamento da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), Ana Júlia acredita que a política de privacidade ou segurança das empresas deve ser respeitada, mas para áreas de relacionamento com o cliente, esta é mais uma ferramenta. “Existem novas mídias de comunicação com o consumidor. Para as áreas de comunicação é essencial esta evolução”, diz Ana Júlia.
Para Renato Abdo, o fato de estar trabalhando com o comentário do consumidor permite que o computador e as pessoas se entendam de uma forma melhor e daqui pra frente sejam criados sistemas mais fáceis de entender. “Monitorar é importante porque hoje o consumidor tem vidas on-line”, explica.
Facilitando o exercício da cidadania e fortalecendo a relação de consumo, a tecnologia nos permite interagir com a nova tendência dos consumidores modernos. “O comportamento do consumidor só tende a evoluir e as empresas precisam estar preparadas e com a disposição de se relacionar com estes canais”, completa Ana Júlia.



http://www.mundodomarketing.com.br/2006/ver_reportagens.asp?cod=1850

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Coca-Cola Zero - Supermercado

Nova Propaganda Coca Zero - " Supermercado"

A Coca-Cola Zero dá início a uma nova etapa de sua campanha publicitária no Brasil, com ações que intensificam a relação dos consumidores com o conceito “Por esta você não esperava. O sabor de sempre, zero açúcar”. A marca estréia o filme de 30 segundos “Supermercado”, com veiculação nacional nas principais emissoras brasileiras e uma linguagem que remete às produções cinematográficas de Hollywood – o comercial também terá uma versão com duração de 60 segundos para a internet.
Criado pela agência dinamarquesa Grey Cph e adaptado para o Brasil pela McCann Erickson, o filme leva o conceito do produto ao contexto fantasioso dos filmes de ação. Em um supermercado, um rapaz é surpreendido ao encontrar a ex-namorada com um novo namorado a tiracolo. Inspirado por um gole em uma Coca-Cola Zero, ele entra em transe. Surge então uma mulher maravilhosa, que parece ter saído dos sonhos do rapaz. Com voz sexy, ela pede para que ele escolha o tipo de cobertura que devem levar. Em um desfecho surpreendente, no melhor estilo dos filmes de Hollywood, o rapaz não escolhe: decide levar os dois. E sai por cima com a mulher maravilhosa, deixando a ex para trás.Além do novo filme, a Coca-Cola Zero acaba de lançar um conjunto diversificado de ações em seu site – compreendendo conteúdo viral, como vídeos e trotes telefônicos. Uma campanha publicitária on-line, programada para estrear nos próximos dias, vai divulgar a versão ampliada do filme na web e as demais ações digitais.Na internetA Coca-Cola Zero levou para a web, em seu próprio site (http://www.cocacolazero.com.br/) e em outros territórios virtuais de grande audiência, ações criativas, com forte potencial de viralização, dentro do conceito do inesperado que permeia toda a comunicação da marca.
A mais recente delas é um trote telefônico aplicado pelo humorista Marco Bianchi no SAC de Coca-Cola. Criadas pela agência RMG Connect, as ações de Coca-Cola Zero já se transformaram em febre na internet. No YouTube, os consumidores encontram um usuário que coleciona as melhores pegadinhas de todo o mundo na sua lista de favoritos e prepara suas próprias pegadinhas, feitas com gente de verdade, interagindo com Coca-Cola Zero. Em apenas três semanas, os vídeos já foram vistos mais de 200 mil vezes, entrando para a lista dos 50 mais vistos no mês no YouTube Brasil.Na blogosfera, a marca está presente em um blog especialmente criado para reunir notícias inusitadas publicadas nos jornais. Já na versão brasileira do Flickr, site de compartilhamento de imagens do Yahoo!, a marca criou o “Mundo Zero”, um local especial onde os consumidores podem participar da brincadeira e colocar Coca-Cola Zero nas mais inusitadas situações: dentro de uma cena clássica do cinema, em uma obra-prima das artes plásticas ou mesmo em uma foto de viagem. Todas essas ações estão disponíveis no site de Coca-Cola Zero (http://www.cocacolazero.com.br/).

http://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2007/08/0047

AUDIÊNCIA DE SITES QUE REÚNEM NOTÍCIAS DE TERCEIROS DISPAROU

Mais uma pesquisa indica que a TV e os jornais estão perdendo público para a internet. Divulgada pelo Shorenstein Center on the Press, Politics and Public Policy, da Harvard University, o estudo conta com dados interessantes sobre a hábitos de consumo de notícias na web.
Segundo a universidade, o tráfego de sites que publicam notícias produzidas por terceiros (como ferramentas de busca ou agregadores de notícias) disparou em 1 ano.Exemplifica com o Digg.com, onde os usuários decidem o conteúdo - saltou de 2 milhões de usuários em abril de 2006 para mais de 15 milhões em abril deste ano. "Nenhum veículo tradicional, nem mesmo os de 'marca' (New York Times, etc) registrou um nível de crescimento nem de longe parecido com este" - comenta o estudo. A pesquisa também chama atenção para o aumento de 8% na visitação aos 'agregadores com atitude', sites que reúnem noticias sob um foco partidário ou ideológico e que tem em media mais de 550 mil visitantes mês.http://www.iabbrasil.org.br/interna.aspx?id_detalhe=857&origem=0